Limão com tamarindo

Eu enfio a língua na entrelinha,
essa lasciva abertura entre dois versos
fenda íntima de um poema!

E aqui, aviso logo,
não há chocolate na cobertura,
também não é doce,
nem autoajuda.
É literatura, camarada,
literatura!

Eu enfio a língua na entrelinha,
essa lasciva abertura entre dois versos,
fenda íntima ao infinito!

E aqui, aviso logo,
é azedo o gosto,
meio amargo
porque
literatura, meu amigo,
é limão com tamarindo!

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